S. João de Brito

Natural de Lisboa, S. João de Brito nasceu a 1 de Março de 1647. Filho de Salvador Pereira de Brito e de D. Brites Pereira, S. João de Brito teve de lidar com a morte do pai ainda muito jovem. João, o mais novo de três irmãos, foi educado na corte entre os pajens do infante. Ainda muito novo, quando abrigava aspirações de completo sacrifício e idolatria a Deus, teve uma gravíssima doença. Todos perderam a esperança que João resistisse, menos sua mãe que nunca a perdera. Depois de curado apresentou-se na casa professa de S. Roque a solicitar ser admitido entre os noviços, aos 14 anos. João distinguia-se muito pela piedade e observância religiosa. João tinha um sonho, conquistar almas para Jesus Cristo e sacrificar-se na evangelização da Índia a exemplo de S. Francisco Xavier. Em 1673 é ordenado sacerdote e parte numa expedição missionária em direcção à Índia e China, juntamente com outros 16 jesuítas, sendo no caso de João a Índia o seu destino final.

Terminou os estudos de teologia em Goa e em 1674, quando tinha 27 anos, para se preparar no Sul da Índia, com o estudo das línguas nativas, João de Brito, partia para o colégio de Ambalacate. Foi destinado pelos os seus superiores para a missão do Maduré que oferecia especiais dificuldades de evangelização, devido ao clima ardente, das viagens através de areais, de pântanos, de bosques e de serras escabrosas.

Como a caridade de Cristo lhe tinha ensinado, João de Brito procurou moldar-se ao modo de vida dos hindus tanto nos trajes (o calçado reduzia-se a uma espécie de sola presa ao pé com um botão), na alimentação (só podiam comer arroz, legumes, algumas ervas e leite, eram proibidas de comer carne ou peixe) e também a nível dos costumes. No caminho encontrou-se com o comandante das tropas de Maravá. Obrigando-os a invocar um deus dizendo Xivá Xivá, o comandante açoito-os e prende-os. Numa fortaleza caso eles não invocassem o deus condená-los-ía à morte, o que de facto aconteceu. João de Brito foi conduzido, mais tarde, a um local onde existia uma pedra com muitas pedras bicudas sobre o qual o deitaram e arrastaram onde o abandonaram com o corpo em chaga viva. Depois de o rei condenar o padre a ser morto e espetado, o monarca sem dar ouvidos a ninguém pediu que João de Brito lhe expusesse a doutrina que explicava aos discípulos, assim o príncipe ficou muito espantado e mandou restituir à liberdade os cristãos.

Dia 8 de Setembro de 1688 João de Brito entrava em Lisboa. Mais tarde regressa à Índia – Maravá, onde baptizou um grande número de pessoas. Os convertidos ao catolicismo atingiam os oito mil, criando inquietação nas autoridades locais que cedo arranjaram uma desculpa para o condenar.

O padre, que estava assistindo ao interrogatório de dois cristãos presos, repreendeu o bárbaro dizendo que, se o crime daqueles jovens era serem cristãos então o culpado era ele. S. João de Brito foi decapitado a 4 de Fevereiro de 1693. Ao seu cadáver foram retirados os pés e as mãos. Séculos mais tarde coube ao Papa Pio XII canonizar o santo missionário português que se realizou a 22 de Junho de 1947.

autoria de: Filipa Miguel

 
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